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Piolho-comedor-de-língua é retirado de piranha em Rondônia

Um vídeo gravado em Rondônia mostra a retirada de um pequeno crustáceo alojado na boca de uma piranha. Ao portal iG, o biólogo João Arthur Bernardes identificou o animal como um "piolho-comedor-de-língua", nome popular dado a parasitas que se instalam dentro da boca de peixes.

Piolho-comedor-de-língua é retirado de piranha em Rondônia
Piolho-comedor-de-língua é retirado de piranha em Rondônia (Foto: Reprodução)

O que é o parasita


Trata-se de um crustáceo do grupo dos isópodes — a mesma família que inclui os populares tatuzinhos-de-jardim. Existem várias espécies que parasitam peixes, e o comportamento varia conforme o tipo. Na fase jovem, esses animais nadam livremente até encontrar um hospedeiro. Uma vez fixados, podem se instalar em diferentes partes do corpo do peixe — brânquias, boca ou pele —, dependendo da espécie.


Segundo o biólogo, algumas variedades que se instalam na boca se prendem à base da língua e, nesses casos, o parasita pode causar danos aos tecidos do órgão. "Uma espécie de crustáceo que tem essa forma de parasitismo peculiar de entrar na boca de peixes, consumir a língua e ficar no lugar para se alimentar de uma parte que sobrar da comida do peixe", explicou Bernardes.


A língua é realmente substituída?


A espécie mais conhecida por esse comportamento é a Cymothoa exigua, capaz de destruir os tecidos da língua do peixe e se fixar em sua base, assumindo parte da função do órgão. Mas, segundo estudos citados pelo biólogo, a substituição não é literal: o peixe pode movimentar o próprio crustáceo para ajudar a conduzir o alimento dentro da boca. Além disso, pesquisadores questionam se é correto falar em "substituição", já que a estrutura óssea ligada à língua costuma permanecer intacta mesmo quando os tecidos moles são bastante danificados.


O caso registrado em Rondônia chamou atenção nas redes sociais pela raridade de flagrar o parasita sendo removido ao vivo — reforçando a curiosidade sobre esse tipo de interação entre espécies, comum em rios amazônicos mas pouco conhecida do público em geral.


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