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Igreja Presbiteriana de Pinheiros confirma disciplina ao pastor Arival e pede cautela sobre o caso

A Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP) divulgou nesta quinta-feira (10/09/2026) uma nota de esclarecimento à sua membresia confirmando a aplicação de disciplina ao pastor Arival Dias Casimiro, após a repercussão do processo trabalhista envolvendo uma ex-funcionária. O documento detalha o tratamento dado ao caso dentro da denominação e pede que os fatos não sejam ampliados ou distorcidos.

Igreja Presbiteriana de Pinheiros confirma disciplina ao pastor Arival e pede cautela sobre o caso
Igreja Presbiteriana de Pinheiros confirma disciplina ao pastor Arival e pede cautela sobre o caso (Foto: Reprodução)

São Paulo (SP) – Após a repercussão pública do processo trabalhista envolvendo o pastor Arival Dias Casimiro e uma ex-funcionária, a Igreja Presbiteriana de Pinheiros divulgou uma nota oficial assinada por seu Conselho. O documento confirma informações já reveladas anteriormente e acrescenta detalhes sobre como o caso foi tratado internamente pela denominação.


Julgamento Eclesiástico e Disciplina

Segundo a nota, o caso foi levado ao Presbitério de Pinheiros e analisado por um Tribunal Eclesiástico formado por pastores e presbíteros. O julgamento terminou com a "aplicação de disciplina do Pastor", conforme o Código de Disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). O documento, no entanto, não especifica qual foi a medida disciplinar adotada.


A carta também informa que Arival "reconheceu a inconveniência de algumas mensagens" e pediu perdão presencialmente diante de integrantes do Presbitério e da ex-funcionária. Após o cumprimento da disciplina, o procedimento foi encerrado e arquivado, sem recurso das partes.


Ressarcimento à Junta Missionária

A IPP confirmou ainda que o pastor ressarciu a Junta Missionária de Pinheiros pelos valores relacionados ao acordo trabalhista. "A Junta Missionária de Pinheiros foi devidamente ressarcida pelo Pastor", afirma a nota. Conforme já noticiado, consta nos autos uma transferência de R$ 128 mil feita por Arival à Junta.


A igreja ressalta, por outro lado, que o acordo trabalhista não representou reconhecimento de assédio. O processo terminou por conciliação e não houve sentença de mérito sobre essa acusação. A colaboradora manifestou no acordo homologado sua expressa concordância com os termos do reconhecimento e seus limites.


Pedido de Cautela e Respeito

Na parte final da carta, o Conselho pede que os fatos não sejam ampliados ou modificados por interpretações posteriores. "É importante que fatos, decisões e responsabilidades não sejam ampliados ou modificados por relatos posteriores, comentários, interpretações pessoais ou informações transmitidas fora do seu contexto", destaca o documento.


A nota também adverte que "não é admissível que um procedimento concluído seja utilizado, fora dos seus limites, como instrumento de constrangimento, perseguição, desqualificação pessoal ou prejuízo de qualquer membro da IPP".


O Conselho afirma considerar o episódio encerrado tanto na esfera judicial quanto na eclesiástica, e se coloca à disposição para tratar eventuais dúvidas de forma pessoal, sem prejuízo do tratamento pastoral que será conduzido pela liderança.


Repercussão e Transparência

A nota não esclarece qual foi a disciplina aplicada ao pastor Arival. O Fuxico Gospel, que revelou o caso, mantém espaço aberto para manifestação da Igreja sobre esse ponto e segue acompanhando o caso.


A Rádio Shekinah continuará acompanhando os desdobramentos deste e de outros casos que envolvem a igreja e a comunidade cristã no Brasil.

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